quarta-feira, 4 de março de 2009

Minha santinha paciênciazinha


Recebi isso por depoimento do orkut (sim, esse é omeu nível) há alguns meses. Mas só agora tive coragem de publicar.

Esse é o ex mais complicado da lista. Por vários motivos, mas de uma maneira geral, porque ele me irrita. Ou seja, ele ainda me afeta. E como sou uma pessoa que tenta aceitar suas limitações, já me conformei que esse ser vai me irritar pro resto dos meus dias. Então, nada melhor d que rir do próprio carma, não?



oi... tudo bonzinho?tipo, vc sempre me participou na sua vida
nesse sentido... assim acho que é minimamente justo que eu faça o mesmo (de
fato, eu sinto tb um pouco de "obrigação" ainda que vc nunca tivesse feito)eu tô
namorando e acho que é serio, apesar de estar a pouco tempo com ela...bom, era
só isso...bjinhos


Confesso que no momento que li, não entendi o recado. Eu apenas era capaz de decifrar esse texto. Uma das piores coisas que já li. Ignorei, mas devia ter mandado uma dica de algum curso de redação, porque, pr favor, o senhor aí de cima tem mestrado, ok? E na área de humanas, ou seja, ele tem a OBRIGAÇÃO de escrever com o mínimo possível de decência. Uma coisa são eros de digitação (sou mestre neles), mas outra é começar um texto com "tudo bonzinho?"

Olha, sei que se conselho fosse bom se vendia, e tal, mas compartilho minha experiência caso alguém tenha interesse: não saia com um pseudo-intelectual. Se possível, nenhuma carreira do tipo História, Letras, Ciências Sociais. Porque se você o fizer, pode ter certeza que você vai receber mensagens desse tipo, falando de minimamente justo e tal... (Jornalimso também é complicado, conheço casos de pessoas que receberam POEMAS com menos e um mês saindo).

A quantidade infinita de dominutivos me deixa com a dúvida: será que meu ex tem complexo de Flanders, aquele vizinho insuportável dos Simpsons?
Então, numa lingaguem que ele me entenda:



Faz um favorzinho e vai tomarno meio do seu cuzinho?


PS: se alguém leu e não achou nada demais nesse recado, é só mais uma prova de como esse ser ainda me irrita! Só por respirar!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Literalmente, o economista


É, voltei, sem nenhuma razão nem pra ter sumido nem pra ter voltado.


Vamos falar novamente mal do ser aí de baixo. Acho que se colocassem o verbete mão-de-vaca no wikipédia, viria com a foto dele. Não acho que todo economista seja pão-duro, na verdade minha experiência com amigos e familiares mostra o contrário. Mas nesse caso, ele fazia jus à sua carreira. Economiza em tudo, e daquelas economias sujas e vergonhosas.
Vamos a algumas pérolas:


  • Praticamente só usava roupa doada pelos filhos das amigas ricas da mãe. Vejam bem, nada contra usar roupas dos outros, eu faço isso. Agora, SÓ usar roupa alheia, nunca comprar nada e, pior, usar números maiores (já que você é bem miudinho), pra economizar é triste. Mais triste ainda é (e isso deve ser considerado em todas as pérolas) ter 2 empregos, ganhar mais de 6 mil reais por mês, e ser assim.

  • Fomos colegas de trabalho, e era bastante comum comemorar aniversários na churrascaria Porcão. Éramos todos universitários com um salário legal, morando com os pais, a maioria em faculdade pública, e ganhando bem. Ou seja, o que ganhávamos era só pra curtir a vida, mesmo. E vai que este ser, quando íamos na porra do restaurante, rachava minha cara de vergonha pedindo UM refrigerente apenas nas 4h que ficávamos lá, com um bônus: um balde de gelo para RENDER! Sério: refrigerente aguado.


  • Mochilão pela Europa. Já começou péssimo porque não me convidou (ele tinha onde ficar em quase todos os lugares, era minha única possibilidade de ir) porque NÃO SABIA COMO EXPLICAR PRA MÃE QUE IRIA VIAJAR COM UMA MULHER SEM SER CASADO! (Oi? Um bom início pra essa conversa é: Mãe, tô comendo minha namorada!). Claro, pelas leis sagradas, não pode viajar de casal: isso quer dizer dormir juntos, né? Retomando o ponto. O fato é que na Europa foi um show de pão durismo. Desde ter levado uma bolsa da irmã emprestada para não ter que comprar uma mochila -e sim, a bolsa era muito feminina- até o que na minha opinião foi o auge: Ele levou mais de 30 barrinhas de cereais, pra ECONOMIZAR NO LANCHE ENTRE AS REFEIÇÕES.

  • Juro que ele me fazia chegar 3h antes no cinema pra comprar ingresso pra não pagar os 2 reais que custava a compra pela internet. No sábado à noite, imaginem só: 3 horas à toa pelo shopping, lotado. E, claro, como bom mão-de-vaca que é, nem pensar em jantar em um lugar legal ou fazer compras. Era papo de ficar no banco do shopping, mesmo.
  • Só saíamos se os pais emprestassem o carro. Acho que ele nunca nem entrou em um táxi na vida. Pelo menos um que ele tenha pago. Ah, claro, e estacionava sempre num lugar esperto, onde não tinha que pagar. Se era estacionamento por hora, a vergonha era total: ele controlava o tempo e íamos embora "30 minutinhos mais cedo", antes de passarem as 4 horas e ter que pagar mais 3 reais.

E por aí vai. Essas são as que eu lembro agora. Sério, preciso realmente de terapia. Como posso ter me submetido a isto por 2 anos e meio?

E sim, ele economizava no sexo. Mas ate aí tudo bem, porque, pelo menos comigo, ele realmente não sabia o que estava fazendo...

domingo, 27 de julho de 2008

Que Deus me perdoe, mas...


Não sou religiosa, tem dias que acredito em alguma coisa, na maioria dos outros não, mas tenho claro pra mim que a maioria dos jovens hoje em dia são tolerantes e entendem que muitos aspectos religiosos são atrasados e não são parte de nossa realidade, como por exemplo a visão do sexo como pecado. E eu tinha que me apaixonar logo por quem ainda pensa como se tivesse na Idade Média.
O negócio é assim: me apaixonei e me apaguei pela versão masculina da famosa "Carola". Como boa pessoa que sou (e teimosa, claro), respeitei sua religião e isso não nos impediu de estar juntos. Mas nunca pensei que teria uma vida sexual tão deprimente porque um dia alguém decidiu que dar e comer era pecado.
Eu era virgem mas tava ali, de mão beijada, doida pra terminar com esse perrengue. E fui toda fofa, minha familia viajou, tínhamos a casa toda para nós, a pegação tava num nivel bizarro, os dois querendo. Então fiz aquilo que nós mulheres achamos lindo: enchi de velas, com um vinho, frios, musiquinha ambiente... e rolou. Meio estranho, ele frio e tal, mas relaxei porque sempre escutei que a primeira vez era uma merda. Preciso explicar que era a primeira vez dos dois?

No dia seguinte, óbvio que eu queria mais. Afinal, não dei só pra saber como era, acho que está claro que vamos fazer mais vezes, não? E aí veio o problema: ele estava em crise porque era errado, porque foi SE CONFESSAR e o padre disse que ele pecou. Erro básico da minha parte: dei no sábado, sabendo que todo domingo de manhã ele ia pra missa. Ou seja, a primeira pessoa que ele contou -enquanto eu liguei pra todas as minhas amigas- foi o PADRE!

Puta que pariu, só comigo! Imagina só: você toda apaixonada, resolve "é com ele!", vai lá, rola, e o cara te trata mal porque é pecado!! E pior, me culpou porque EU o fiz pecar!
O que nós fizemos está errado, vai contra as regras de Deus, por que você me fez aceitar isso?
Tipo, pus uma arma na cabeça dele, mandei ele ficar de pau duro, ele obedeceu, e o ataquei. Sou foda, mesmo.

Repito que respeito que a pessoa tenha sua religião. Meu atual companheiro vai à missa, isso é problema dele, não faz a menor diferença no nosso relacionamento, porque ele não é um fanático religioso. Agora me diz quem merece ser comida (e se é pra ser sincera, mal comida) e depois ver o namorado sair pra se confessar e pedir perdão pro padre?

Aí depois do fim do fim do namoro, o que aconteceu? Virei praticamente uma puta, claro. Dava sem pensar direito, tudo porque queria tirar aquele sentimento de "sexo" puro de dentro de mim... digamos que por muitos meses eu não queria sexo, queria fuder, coisa bem sem sentimentos, mesmo. Se hoje eu fosse a puta do bairro, a culpa seria desse trauma, claro.
E aí eu faço minha mea culpa: por que eu aguentei mais 2 ANOS de relacionamento nessas condições? Sou a personificação do ditado: "Nem Freud explica"...

Seguindo a lógica, eu devo mesmo ter jogado pedra na cruz...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A refeição mais importante do dia


Ontem sai com uma amiga e lembramos de uma história muito bizarra que ela tem com um ex. Tipo, daquelas que a gente ri, muito, de tão escroto que o cara é.


Ela tava no jantar na casa de uma amiga e descobriram que tinha festa na casa do vizinho. Aí aquele fogo, um monte de mulé junta, e por acaso na casa do vizinho eram todos homens, então não demorou muito pra se juntarem. Aí ela conheceu o dito-cujo. Lindo, simpático, inteligente e, claro, um amor com ela! Se apegou, nem preciso comentar. Passaram a noite entre uns amassos mas sem a melhor parte -como sempre, culpa dessa praga que nos vem todos os meses perturbar-, e combinaram de sair durante a semana.


O bonitão ligou logo no dia seguinte, disse que tinha sido tão bom, que queria vê-la naquele mesmo dia, tudo isso que sempre queremos escutar. Então eles foram jantar, dois dias depois. Tudo lindo, restaurante super romântico, na saída começa aquele amasso total, vão pra casa dele e aí terminam o que ficou pendente na primeira noite. Dormem abraçadinhos, aquele chamego, acordam e mais uma vez, uma delícia!


Aí ela levanta e tem mais uma supresa linda: a mesa do café-da-manhã todo pronta, com pães deliciosos que ele até foi comprar, e flores, o cafajeste comprou até flores! Parecia sonho. Então ela diz: "Você me deu o seu celular e o tel do trabalho, me dá o da sua casa também, é sempre mais fácil, né?". Aí juro que o dito-cujo que se fazia de príncipe encantado manda essa, como se fosse normal, entre uma mordida no seu pãozinho e um gole no café:



Não posso, aqui corre o risco de você ligar e a minha namorada atender.

Cara, precisa dizer mais? Acho que tá bom, né?


terça-feira, 8 de julho de 2008

"Já que ela seguiu a vida dela..."

Lembrei de mais uma recente deste mesmo idiota aí de baixo.

O namoro acabou em fevereiro de 2006, bem escroto, merece um post depois. Nunca houve recaída nem nada, e por questões óbvias perdemos o contato, só ligava em aniversários e tal. Ele às vezes inventava que queria me ver, continuar amigo, foi pra Europa e pertubava minha paciência de lá. Até que acalmou.

Bom, no início de junho desse ano encontrei uma amiga que não via tinha mais de um ano, e que o conhecia. E ela me perguntou: "vocês voltaram em algum momento?". Falei que não, que nunca nem recaída, nada. "Então ele é louco, mesmo...". Foi assim: ela encontrou com ele na rua e o cretino contou que ia pra Austrália.

Sabe como é, eu e a Fulana (eu) terminamos. E como ela já está com outro, seguiu sua vida, eu vou embora.


Alguém me explica? Quase dois anos e meio depois? Dá um tempo, né?

sábado, 5 de julho de 2008

Vai pular mais que canguru


Meu ex foi morar na Austrália. Acho que viajou ontem, realmente tento não ter certeza disso. Fico pensando que mesmo essas mais de 20h de viagem são poucas para a distância que quero ter dele.

Sabe aquelas pessoas que você quando se envolve sabe que é um merda, um idiota, mas pela teimosia pensa "Ah, não pode ser tão ruim assim". E realmente não é tão ruim como a gente pensa. É pior. Seus amigos tentam te avisar e tudo, mas mulé quando cisma, desiste. A velha ingenuidade de que nós podemos mudar o homem... o máximo que já mudei foi meu atual, que mudou da casa dos pais pra morar comigo. Só.
Eu ainda tinha um discurso ridículo tentando justificar a mente tão pequena dele: "pelo menos eu já sei quais são os defeitos, não vou me surpreender". Tudo isso, claro, culpa do ex anterior que era um itelectualóide total - e eu adorava isso. Então, acho que caí de 4 (opa!) pelo primeiro imbecil que vi. Ah, e em minha defesa: ele era (morreu?) lindo.

Acho que ele é o ex que mais tenho bizarrices pra postar aqui. Mas são tão bizarras que rapidamente entregaria a identidade do ser... então vamos com calma.

Conto a última, que me irritou bastante. Depois de 2 anos terminados e quase nenhum contato, ele teve a cara-de-pau de me mandar uma mensagem de texto: "Vou embora em algumas semanas, acho que seria legal tomarmos um café antes, não?". A única coisa legal seria jogar café quente em você, idiota.

Tá, vocês acham que eu estou exagerando, que ele quis ser simpático e tal, e que eu sou uma ressentida. Ok, sou e tenho minhs razões que futuramente explicarei, mas a meu favor deixo aqui um comentário desse ser:


Daqui a pouco você vai falar que acredita no holocausto. 6 milhões de judeus mortos em tão pouco tempo, todos sabemos que é matematicamente impossível.

Sim, eu sou uma vergonha por sair com esse tipo de gente. E assumo.
PS: minha mini-vingança vai ser, em partes, colocar essa tag especial cada vez que falar dessa pessoa: ex cretino. Que delícia!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

"Quer mais salada, linda?"

Ok, sem muito público. Agradecimentos à leitora única, Frav´s, por você seguimos em frente! Falei sozinha minha vida inteira, não vai ser agora que isso vai me incomodar, okeis?

Então, esses dias papo vai e papo vem com uma amiga (que sabe que tenho o blog, HA!, e ela tem váaaaarias histórias bizarras que vão dar um super up no blog), lembrei desse momento mágico na minha vida.

Eu tinha um peguete que era meio sério, meio namorado sem título, sabe? Hoje eu digo isso, mas durante muito tempo me referi a ele como "o amor da minha vida". Sim, eu também faço isso. Mas como estávamos longe, e ninguém tava namorando, peguei geral na minha alegria de "Solteira no Rio de Janeiro". Mas tipo, geral é geral, mesmo.

Mas voltamos ao que importa. Então, depois que a distância deixou de ser problema e estávamos na mesma cidade, perdeu a graça, porque eu me amarrei na vida de pegar geral. Então mudei e queria pegar geral em outro cep, mas ele não achou muito legal. Aí resolvi que era hora de dar um basta, e depois de uma semana evitando, fiz o tal do telefonema típico "precisamos conversar. Sério, precisamos conversar.". Tipo, essa linguagem é universal, não? Você entendeu que eu quis dizer "Não quero mais mas vou ser legal e dizer isso na sua cara", certo? Ele, pelo visto, não.

Fui no horário marcado, 2h da tarde, cheguei atrasada porque não tinha o menor ânimo pra situação. "Você está atrasada. Estamos te esperando há 20 minutos". Como? "estamos"?

"Nós precisamos conversar", digo eu, querendo que isso dure no máximo meia hora.
"Vem cá. Esse é meu tio, essa minha tia e meus primos." ele, mais sem noção do mundo!!

Sim, meu ex me levou pra conhecer a família no dia que eu ia terminar com ele! Juro que almocei na cena mais bizarra do mundo: "Ai, que linda, você que é a famosa FULANA, ele fala muito de você e tinha razão!" -essa é a tia baba ovo-, "Mulherão, mesmo, hein, sobrinho?" -tio fanfarrão, e cara de cú dos primos que estavam tão putos como eu.

Tipo, 4h terminou o almoço, achei que tinha terminado a tortura, mas não. "Vamos fazer compras no centro?". E me meteu num táxi com o tio e a tia! Nem a coragem de ir no mesmo táxi que eu!!

Chegamos no centro, já eram 5h da tarde, eu achando que nada podia ser pior... e a tia vem e me dá um presente: "Pra você, que agora é mais uma parte dessa família. Seja bem vinda!": UM ANEL!!! A mulé me deu um anel no dia que me conheceu!! E eu achando que minha cara de cú era óbvia, mas não!!

Quando deu 6h eu mandei "Me desculpem, mas não sabia que íamos demorar tanto e marquei com uma amiga. Muito obrigada pelo almoço, até logo". E a resposta: "Linda, não se esqueça que domingo que vem tem churrasco lá em casa" !!! No cú do mundo a casa!!

Saí puta e o que fiz? O que devia ter feito desde o início: mandei um e-mail beme escroto:

"Sabe qual é o assunto da conversa? Tô com outro e não quero mais estar com você. Bom churrasco domingo".

Tenho o anel até hoje, e ainda uso. Presentes são presentes. E o ex? Hoje somos amigos (juro!) e ele assume que fez de sacnagem, porque já sabia que eu tava dando pro outro e não queria mais dar pra ele... aliás, foi depois dele me contar isso que viramos amigos. Filho da puta assim, nos damos super bem!